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Cinzas do seu cão ou gato podem virar diamante azul, amarelo ou branco

Laboratório em Anápolis (GO) transforma as cinzas do animal em pedra para anel ou colar. O prazo vai de 3 a 6 meses, e a primeira tentativa pode falhar.

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WA f X
Esculpida à mão, a peça de cerâmica guarda a memória no colo, longe da frieza de um jazigo
Esculpida à mão, a peça de cerâmica guarda a memória no colo, longe da frieza de um jazigo · Foto: @animaspet

O azul é a cor mais cara do diamante feito de cinzas de animais de estimação, porque a pedra pode levar quatro vezes mais tempo para crescer que as outras. Quem faz esse trabalho no Brasil é a Diamond Legend, com laboratório em Anápolis, em Goiás.

O processo começa quando a empresa recebe as cinzas do animal cremado. Dali ela extrai o carbono por um processo químico. O material segue para equipamentos de alta pressão e alta temperatura, conhecidos pela sigla HPHT, que replicam as condições de formação dos diamantes naturais.

Na máquina, o carbono forma grafite. Depois de limpo, o grafite é a base do diamante. A fase de crescimento define o tamanho final da pedra.

Azul leva quatro vezes mais tempo

Há três cores: amarelo, branco e azul. O amarelo cresce mais rápido, e o branco vem em seguida. O azul pode levar quatro vezes mais tempo e, por isso, custa mais.

O diamante sai bruto da máquina e passa por lapidação e polimento. Depois pode virar anel ou colar.

Prazo de até seis meses

Da chegada das cinzas à entrega, o prazo costuma ser de 3 a 4 meses. Em alguns casos chega a 6, e a primeira tentativa pode falhar.

A Diamond Legend tem origem europeia e foi fundada por Adrian Loughrey. Chegou ao Brasil em 2013, com o laboratório de Anápolis.

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