Imóveis do Recife sobem 20,69% em um ano e lideram entre dez capitais
Índice da Abecip e da FGV IBRE mostra o Nordeste na frente do país em setembro, com Fortaleza e Salvador acelerando enquanto o Recife perde fôlego.
Os imóveis residenciais do Recife subiram 20,69% em 12 meses até setembro de 2026, a maior alta entre as dez capitais do Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R), indicador da Abecip desenvolvido em parceria com o FGV IBRE. A média nacional ficou em 12,58%.
Salvador aparece em seguida no Nordeste, com 16,22%. Fortaleza marcou 8,11%. Goiânia, com 11,76%, foi a única capital a acelerar no acumulado de 12 meses.
Fortaleza lidera em setembro; Recife desacelera
No mês, a ordem se inverteu. Fortaleza teve a maior alta entre as dez capitais, de 1,10%. Salvador subiu 1,02%. O Recife avançou 0,03%, o segundo mês seguido de desaceleração.
De janeiro a setembro, o Recife acumula 12,07%, o melhor resultado da amostra. Depois vêm Porto Alegre (10,64%), Goiânia (8,83%), Curitiba (8,71%) e Salvador (7,63%), todas acima do índice nacional. Brasília soma 6,82% e Fortaleza, 3,72%. São Paulo (5,89%), Belo Horizonte (5,61%) e Rio de Janeiro (5,55%) ficaram abaixo da média do país.

O país acumulou 6,94% em nove meses, contra 12,69% no mesmo período de 2025 e 10,10% em 2024. A alta de 12 meses vem caindo desde março, quando estava em 19,76%. Foi a 14,73% em agosto e a 12,58% em setembro. No mês, o índice nacional subiu 0,36%, contra 0,87% em agosto. Quatro capitais aceleraram e seis desaceleraram, com variações de -0,10% em Curitiba a 1,10% em Fortaleza.
Preço sobe quase o dobro do custo da obra
O custo da construção, medido pelo INCC-M, acumulou 6,61% em 12 meses, contra 12,58% dos preços dos imóveis. A distância entre os dois índices diminuiu de 8,17 pontos percentuais em agosto para 5,97 em setembro.
O aluguel residencial, medido pelo IVAR, ficou praticamente estável: passou de 5,09% para 5,08% em 12 meses. A diferença para a alta dos preços de venda caiu de 9,64 para 7,50 pontos percentuais.
O IPCA acumulou 4,58% no mesmo período de 12 meses. Descontada a inflação, a valorização real dos imóveis no país foi de cerca de 7,65%.


