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Quarta-feira, 4 de novembro de 2026 Maceió
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Aluguel sobe 12,22% em Maceió e lançamentos de apartamentos recuam

A alta de 2025 passou da média nacional, de 9,44%. Ao mesmo tempo, o mercado lançou menos e a procura por locação cresceu entre as famílias.

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WA f X
Ao entardecer, a orla concentra os edifícios onde a disputa por apartamentos para alugar é mais acirrada
Ao entardecer, a orla concentra os edifícios onde a disputa por apartamentos para alugar é mais acirrada · Foto: Divulgação

O aluguel residencial em Maceió subiu 12,22% em 2025, segundo o Índice FipeZap. A média das 36 cidades do índice foi de 9,44%, mais que o dobro do IPCA do ano, de 4,26%.

A capital alagoana ficou em 10º lugar entre as 22 capitais acompanhadas. Teresina (21,81%), Belém (17,62%), Aracaju (16,73%), Vitória (15,46%) e João Pessoa (15,31%) tiveram as maiores altas. Em dezembro, o metro quadrado de locação em Maceió custava R$ 54,86, o 9º mais caro entre as cidades monitoradas.

Menos apartamentos novos

O Panorama de Mercado do Sinduscon-AL, com dados da Brain Consultoria, mostra a oferta recuando. Nos 12 meses até março de 2026, foram lançadas 4.694 unidades, 8% menos que no período anterior (5.100). O valor geral de lançamentos foi de R$ 2,835 bilhões, queda de 20%.

Os compactos, que chegaram a 42% dos lançamentos em ciclos anteriores, caíram para 17%. Os lançamentos de alto padrão, que já foram 20% do total, representaram 7% no primeiro semestre de 2026. O estoque de apartamentos novos fechou o primeiro trimestre em 3.744 unidades, 21% a menos.

Em 2025, foram lançadas 4.952 unidades verticais e vendidas 6.106. O valor geral de vendas chegou a R$ 3,7 bilhões, alta de 21%. As faixas 1 a 3 do Minha Casa, Minha Vida responderam por 47,7% dos lançamentos do ano. Nos 12 meses até março de 2026, as vendas somaram 5.683 unidades, alta de 3%, com R$ 3,4 bilhões, queda de 6%.

As incorporadoras têm dificuldade de viabilizar produtos para a classe média, aponta o Sinduscon-AL. Quem não consegue comprar tende a alugar.

Anúncios, não contratos

O FipeZap calcula o aluguel com base em anúncios de apartamentos prontos na internet, não em contratos fechados. O índice mede o preço pedido pelo proprietário.

A parcela de famílias que buscam aluguel subiu de 16% a 17% no início de 2024 para cerca de 20% em 2025, segundo a Brain e o Sinduscon-AL. Entre a Geração Z, chega a cerca de um terço.

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