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200 corais criados em mesas no fundo do mar começam a voltar aos recifes de Pajuçara

Plantio é uma das etapas mais importantes do Projeto Corais de Alagoas, que mantém mais de 500 colônias em berçários e prepara mergulho para visitantes acompanharem os pesquisadores

Por · · atualizado 01/11/2026 às 18h51
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Colônias ainda pequenas dividem a mesa de cultivo, enquanto outros fragmentos pendem de uma linha acima
Colônias ainda pequenas dividem a mesa de cultivo, enquanto outros fragmentos pendem de uma linha acima · Foto: Lucas Meneses/Ascom Setur

O Projeto Corais de Alagoas começou a plantar 200 corais nos recifes da praia de Pajuçara, em Maceió. Eles cresceram em mesas de berçário instaladas no fundo do mar, onde mais de 500 colônias seguem em cultivo.

A história desses corais começa em recifes em apuros. A primeira fase do trabalho mapeou colônias em branqueamento, consequência do superaquecimento dos oceanos durante o El Niño de 2023 e 2024. Delas, os pesquisadores coletaram fragmentos e larvas de três espécies nativas de Alagoas, que passaram cerca de seis meses nas mesas até ficarem aptos ao replantio.

Dois mergulhadores trabalham sobre uma das mesas, com a grade de metal presa por cabos à superfície
Dois mergulhadores trabalham sobre uma das mesas, com a grade de metal presa por cabos à superfície · Foto: Lucas Meneses/Ascom Setur

Das piscinas de Pajuçara a quatro municípios

Em fevereiro de 2026, duas mesas de berçário já estavam no fundo do mar das piscinas naturais de Pajuçara. No mesmo mês, o trabalho passou a atuar em quatro municípios do litoral: Maragogi, Maceió, Marechal Deodoro e Paripueira. Em maio, o cultivo chegou a 500 corais, com cinco mesas ativas no fundo do mar da Ponta Verde.

O projeto é do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur) e da Fapeal, em parceria com a Ufal. A Setur patrocina a iniciativa, e a Fapeal financia a pesquisa. Na universidade, o responsável técnico é o professor doutor Robson Santos. A equipe também montou um laboratório de mergulho para mapear e monitorar os recifes da região.

Crescimento de menos de 1 cm por ano

O ritmo explica o cuidado: alguns corais crescem menos de 1 cm por ano. Por isso as colônias passam um período protegidas nas mesas, em vez de irem direto ao recife. A rotina inclui a limpeza periódica das estruturas, que tira das placas o sedimento acumulado.

Fixado numa placa, um coral ramificado já ergue os primeiros galhos sobre o recife
Fixado numa placa, um coral ramificado já ergue os primeiros galhos sobre o recife · Foto: Ascom Setur e Arquivo Corais de Alagoas

Mergulho ao lado dos pesquisadores

A etapa seguinte aproxima o turismo da ciência. Uma operadora de mergulho deve passar a levar visitantes às áreas de berçário para acompanhar o monitoramento nas mesas. “A sustentabilidade ambiental é fundamental para a manutenção do nosso turismo”, afirma a secretária de Estado do Turismo, Bárbara Braga.

Os jangadeiros da região também entraram no projeto: participam de oficinas sobre as práticas de visitação e a interação com o ecossistema marinho.

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