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Segunda-feira, 19 de outubro de 2026 Maceió
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Clube de negócios exige R$ 15 milhões de faturamento; Maceió tem outras portas

O G4 Club seleciona donos de empresas por comitê. Em Maceió, a rede do empresário passa pela ACMaceió e por clubes de inovação.

Por Redação Exclusive Alagoas ·
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Salão nobre do Palácio do Comércio, sede da ACMaceió, em Maceió, usado para encontros e eventos empresariais
Salão nobre do Palácio do Comércio, sede da ACMaceió, em Maceió, usado para encontros e eventos empresariais · Foto: Divulgação/site.acmaceio.com.br

Para entrar no G4 Club, comunidade de negócios da G4 Educação, não basta pagar: é preciso se candidatar, ter faturamento de pelo menos R$ 15 milhões, segundo reportagem do Monitor Mercantil, e passar pela aprovação de um comitê de membros. O acesso, nesse caso, é o produto.

O processo seletivo é aberto por aplicação, feita pelo link do perfil oficial do clube no Instagram (@g4club_). O público são executivos de cargos de comando e donos de empresas maiores. Os detalhes de critérios e valores devem ser confirmados no site oficial da G4 antes de qualquer candidatura.

Como a comunidade funciona

Uma das dinâmicas é o Hot Seat: o empresário apresenta um caso real do seu negócio a outros dez colegas da comunidade, que opinam e questionam. O formato troca a palestra pela conversa entre pares, e é aí que o clube se diferencia de um curso.

Executiva apresenta um caso em flipchart a colegas em sala de reunião, dinâmica semelhante à de comunidades de negócios
Executiva apresenta um caso em flipchart a colegas em sala de reunião, dinâmica semelhante à de comunidades de negócios · Foto: Vlada Karpovich/Pexels

Sobre preço, não há tabela pública nem anuidade padrão. O que existe é um dado pontual: segundo o BP Money, uma assinatura foi vendida por 0,47 bitcoin, cerca de R$ 290 mil, numa venda específica. Vale como indício do valor atribuído ao acesso, não como referência de mensalidade. A mesma reportagem registra que a comunidade já foi adquirida por mais de 200 empresas.

E em Maceió?

A apuração não encontrou ligação do G4 Club com Alagoas nem um clube de CEOs local nesse formato. O empresário da cidade, porém, tem outras portas para formar rede.

A mais antiga é a Associação Comercial e Empresarial de Maceió, instalada no Palácio do Comércio, no Jaraguá, e fundada em 22 de julho de 1866. Mantém parceria com o Sebrae para empresários.

Executivos reunidos em torno de mesa de reunião discutem um caso de negócio, dinâmica semelhante à de comunidades empresariais
Executivos reunidos em torno de mesa de reunião discutem um caso de negócio, dinâmica semelhante à de comunidades empresariais · Foto: Vlada Karpovich/Pexels

Mais recente é o FCJ Innovation Club, rede de networking e educação corporativa sobre inovação, investimentos e inteligência artificial. Segundo o TNH1, a 20ª embaixada do grupo estava programada para ser lançada em Maceió em 19 de maio de 2026; não foi possível confirmar se o lançamento aconteceu.

Há ainda iniciativas informais, como o Boteco do Empreendedor, encontros de networking pensados para serem mensais. O primeiro, porém, foi em Arapiraca, não em Maceió.

O que observar

Antes de decidir por qualquer rede, vale comparar três pontos: o critério de entrada, o formato dos encontros e quem de fato senta à mesa. Em clubes seletivos, o valor está menos no conteúdo e mais no perfil dos pares. Empresários consolidados de Alagoas, como José Guido Rego dos Santos, fundador das Lojas Guido e Cidadão Honorário de Maceió desde março de 2026, mostram que há trajetórias locais de porte capazes de alimentar uma rede própria. Se ela já existe de forma fechada, a apuração não localizou.

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