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Após a quebra de 2025, setor de cana de Alagoas mira 19 milhões de toneladas

Com clima mais favorável e moagem aberta em agosto, usinas projetam recuperação depois da safra que derrubou o campo e o PIB do estado

Por Redação Exclusive Alagoas ·
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Colheitadeira abastece caminhão com cana em canavial, etapa que antecede a moagem nas usinas
Colheitadeira abastece caminhão com cana em canavial, etapa que antecede a moagem nas usinas · Foto: Sistema FAEP/Divulgação

A moagem da safra 2026/27 de cana-de-açúcar começou em agosto em Alagoas com uma meta clara do setor: superar 19 milhões de toneladas de cana moída, em um ciclo que precisa recuperar o terreno perdido no ano anterior. A previsão é de 15 usinas em operação.

O ponto de partida ajuda a medir o tamanho da expectativa. O Etene, o escritório de estudos do Banco do Nordeste, atribui a retração da economia alagoana em 2025 à quebra da safra de cana, causada por clima desfavorável e queda de produtividade. Segundo dados do IBGE citados no estudo, o setor agropecuário do estado recuou 12,7% no ano. Para 2026, o Etene projeta alta de 2,1% do PIB alagoano.

O que mudou no campo

O presidente do Sindaçúcar-AL, Pedro Robério Nogueira, afirmou que o clima melhorou a partir de dezembro e janeiro, depois da estiagem registrada na segunda metade da safra anterior. É essa mudança que sustenta a expectativa de recuperação nos canaviais.

Colmos de cana-de-açúcar cortados e empilhados após a colheita, matéria-prima que alimenta a moagem das usinas
Colmos de cana-de-açúcar cortados e empilhados após a colheita, matéria-prima que alimenta a moagem das usinas · Foto: BULE/Pexels

As usinas também projetam seus números. A Pindorama, em Coruripe, abriu o ciclo em 18 de agosto e espera crescimento de 5% a 10% na moagem. A empresa também prevê dobrar a produção de etanol de milho, chegando a 40 milhões de litros. Santo Antônio e Camaragibe estimam, juntas, moer 2,4 milhões de toneladas na safra 2026/27; a Camaragibe tinha início previsto para 8 de setembro.

Como ler os números

Metas de moagem são intenções do setor, não resultado de colheita. Como a comparação é feita com um ciclo prejudicado pela estiagem, parte do avanço esperado para 2026 reflete a recuperação de uma base baixa, e não necessariamente um novo patamar de produção.

A cana segue como um dos principais motores do interior alagoano, com efeito sobre emprego, arrecadação e renda das cidades que giram em torno das usinas. O desempenho da safra, que se estende pelos próximos meses, dirá se a recuperação projetada pelo setor e pelo Etene se confirma.

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