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BR-104 em Alagoas entra no plano de concessões, sem data para leilão nem pedágio

Trecho de cerca de 494 km entre Paraíba, Pernambuco e Alagoas está no pacote de 3.137 km; 2030 é o prazo dos estudos, não do pedágio

Por Redação Exclusive Alagoas ·
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Praça de pedágio vista do alto, com veículos em fluxo, ilustra o modelo de concessão rodoviária em estudo para a BR-104
Praça de pedágio vista do alto, com veículos em fluxo, ilustra o modelo de concessão rodoviária em estudo para a BR-104 · Foto: Araf Khan/Pexels

A BR-104, que corta Paraíba, Pernambuco e Alagoas, entrou no pacote de rodovias federais que o BNDES e o Ministério dos Transportes vão preparar para concessão à iniciativa privada. O contrato foi assinado em 14 de outubro de 2026. Não há, por ora, data para leilão, valor de tarifa ou definição de praças de pedágio no trecho alagoano.

O contrato prevê a estruturação de 3.137 km em cinco trechos. Além da BR-104 (cerca de 494 km, entre PB, PE e AL), entram a BR-116 (473 km, entre CE, PB e PE), a BR-010 (678 km, entre MA e PA), a BR-226 (717 km, entre PI, MA e TO) e a BR-153 (775 km, entre PA e TO).

O que o prazo de 2030 significa

O fim de 2030 é o prazo informado para concluir a estruturação, ou seja, os estudos técnicos e o modelo de operação e de participação privada. Não é a data para começar a cobrar pedágio nem para entregar obras. O BNDES não informou o valor previsto de investimentos nem quando as concessões irão à disputa entre empresas. Segmentos exatos, localização das praças e tarifa dependem desse trabalho.

Trecho de rodovia com viadutos em meio à vegetação ilustra a infraestrutura federal incluída no pacote de concessões
Trecho de rodovia com viadutos em meio à vegetação ilustra a infraestrutura federal incluída no pacote de concessões · Foto: Reginaldo G Martins/Pexels

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, disse que a seleção priorizou trechos em regiões de forte expansão econômica, sobretudo na produção agrícola, que apresentam déficit de infraestrutura.

O que já acontece na BR-104 em Alagoas

Independentemente da concessão, a rodovia recebe obras públicas no estado. O Ministério dos Transportes iniciou a duplicação entre Messias e Branquinha, com investimento inicial de R$ 481 milhões e prazo previsto de 24 meses. Em fevereiro de 2026, uma nova ordem de serviço estendeu a obra até União dos Palmares, e o segmento de União dos Palmares até a BR-101 recebeu R$ 274 milhões.

Outro trecho do mesmo programa já passou por leilão. A Rota dos Sertões, com 502 km da BR-116 entre Feira de Santana (BA) e Salgueiro (PE), teve três propostas em 28 de maio, e o Consórcio 116 Sertões venceu com desconto de 19,60% na tarifa de pedágio. O contrato, de 30 anos, prevê R$ 8,53 bilhões em obras e custos de operação, e a ANTT homologou o resultado em 16 de julho.

Os dados oficiais do projeto da BR-104 ficam na página de desestatização do BNDES. Até que os estudos avancem, seguem em aberto as perguntas que mais interessam a quem usa a estrada: se haverá pedágio em Alagoas, onde seriam as praças e quanto custaria a tarifa.

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