Expansão da Aena no Galeão abre novas conexões ao exterior para quem sai de Maceió
Concessionária que administra o terminal alagoano amplia malha internacional no Rio e projeta investimentos em hotelaria e logística.
A chegada da espanhola Aena à administração do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, traz reflexos diretos para o viajante alagoano habituado a se deslocar para o exterior. Responsável também pela gestão do Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares desde 2020, a concessionária anunciou um pacote de R$ 1 bilhão em aportes privados de parceiros ao longo dos próximos três anos e um salto na conectividade com cerca de 30 destinos globais.
Para quem embarca em Maceió, o fortalecimento do terminal carioca como polo de distribuição de voos consolida uma alternativa operacional a São Paulo nas viagens de longa distância. O movimento faz parte de uma malha nacional integrada: a Aena administra atualmente 18 aeroportos no país, reunindo desde terminais do Sudeste, como Congonhas e agora o Galeão, a bases estratégicas no Nordeste, entre elas Recife e a capital alagoana, que teve a ampliação de seu terminal concluída em 2023.
Novos voos para Europa e América do Norte
De acordo com o presidente da Aena Brasil, Santiago Yus, a expectativa é fechar o ano com 19,4 milhões de passageiros no terminal fluminense, avançando sobre uma capacidade calculada em até 37 milhões anuais. O cronograma de rotas amplia as possibilidades de conexão internacional:
- América do Norte: voos diários para Nova York e nove saídas por semana para Miami pela American Airlines, além de operações programadas para Dallas, Atlanta com a Delta e frequências da Air Canada rumo a Toronto e Montreal;
- Europa: voos diários para Frankfurt pela Lufthansa, acréscimo de saídas para Paris com a Air France e frequências adicionais da TAP com destino a Lisboa e Porto;
- América do Sul: incremento relevante de voos para Santiago com operações da LATAM, SKY e JetSMART, somados a ligações diretas para Assunção, Lima, Córdoba e Mendoza.
Desenvolvimento imobiliário e cidades aeroportuárias
O plano apresentado para o Galeão ultrapassa o tráfego aéreo e detalha a exploração de ativos em terra. A operadora bUP prevê aportar R$ 90 milhões em um hotel com bandeira internacional de até 426 quartos. O espaço aeroportuário carioca também abrigará um centro de pesquisa e experimentação da montadora BYD, avaliado em R$ 300 milhões e ocupando 184 mil metros quadrados, além de galpões industriais e logísticos da Hire Capital e um centro de manutenção da Gol.
O avanço segue o conceito de cidade aeroportuária trabalhado pela operadora em seus principais contratos. Em Maceió, a Aena também estruturou um braço imobiliário voltado a atrair projetos comerciais, hoteleiros e centros de distribuição para os arredores do Zumbi dos Palmares, integrando a infraestrutura de transporte a negócios corporativos e serviços de padrão internacional.


