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Quinta-feira, 15 de outubro de 2026 Maceió
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Alta relojoaria como ativo: os caminhos do investidor alagoano até a Patek Philippe

Sem boutiques oficiais no país, compradores locais recorrem a rotas internacionais e ao mercado secundário para acessar peças raras da manufatura suíça.

Por Redação Exclusive Alagoas ·
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Interior do espaço da Watch Art Grand Exhibition em Milão, reunindo peças icônicas da Patek Philippe
Interior do espaço da Watch Art Grand Exhibition em Milão, reunindo peças icônicas da Patek Philippe · Foto: Divulgação/patek.com

A manufatura suíça Patek Philippe abriu em Milão, no espaço CityOval (antigo Palazzo delle Scintille), a sétima e maior edição de sua Watch Art Grand Exhibition. Aberta de 2 a 18 de outubro, a mostra reúne cerca de 500 relógios em 2.900 m², incluindo mais de 90 peças cedidas pelo Museu Patek Philippe, em Genebra. O evento expõe marcos históricos da engenharia mecânica, como o Calibre 89 e o Grandmaster Chime Ref. 5175, além de lançamentos limitados como o Aquanaut Ref. 5167A-014 em aço, restrito a 250 unidades e tabelado em torno de 35 mil francos suíços.

Para investidores e colecionadores de alta renda em Alagoas, o circuito internacional de alta relojoaria opera com dinâmicas próprias de alocação de capital. Ao contrário de marcas de grande escala presentes em shoppings locais como o Parque Shopping Maceió — que concentram redes de joalheria comercial contemporânea —, a Patek Philippe mantém uma produção global restrita a aproximadamente 72 mil unidades por ano, gerando escassez calculada e valorização consistente no mercado secundário.

Linha de produção na manufatura da Patek Philippe na Suíça, destacando a precisão mecânica da marca
Linha de produção na manufatura da Patek Philippe na Suíça, destacando a precisão mecânica da marca · Foto: Divulgação/patek.com

Barreiras de entrada e acesso a peças raras

Atualmente, a manufatura genebrina não conta com boutiques oficiais nem revendedores autorizados no Brasil. O investidor alagoano interessado em ingressar nessa classe de ativos enfrenta critérios rigorosos no mercado primário externo: a alocação de modelos com alta demanda exige histórico de compras prévias junto a concessionários autorizados na Europa ou nos Estados Unidos, que frequentemente variam de US$ 50 mil a mais de US$ 200 mil em outros exemplares da casa.

Como alternativa à espera dos cadastros internacionais, o comprador local recorre ao mercado secundário especializado, a casas de leilão de Genebra, Londres e Nova York, ou a escritórios e boutiques consolidadas em capitais como São Paulo (nos shoppings Cidade Jardim e Iguatemi) e Rio de Janeiro, onde são comercializadas outras marcas do segmento de luxo mecânico, como Rolex, Cartier, Jaeger-LeCoultre e IWC.

Artesão trabalhando em peça exclusiva da Patek Philippe
Artesão trabalhando em peça exclusiva da Patek Philippe · Foto: Divulgação/patek.com

Como visitar a mostra em Milão

Para quem planeja acompanhar a exposição em CityLife, Milão, a rota a partir do Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, em Maceió, exige conexão doméstica no Aeroporto de Guarulhos (GRU) ou ligação internacional via Lisboa, desembarcando nos aeroportos de Malpensa (MXP) ou Linate (LIN). Na capital lombarda, o acesso ao CityOval ocorre pelas estações de metrô M5 Tre Torri ou Domodossola.

A entrada para a Watch Art Grand Exhibition é gratuita, mas depende de reserva prévia com hora marcada no canal digital do evento. Em cartaz até 18 de outubro, a exibição traz peças comemorativas com o fundo gravado com a chancela exclusiva de 2026, acessíveis apenas a quem comparecer ao evento na Itália.

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