Sirena 42M: o superiate com terraço secreto e os limites para navegar em Alagoas
Com valor avaliado em cerca de R$ 145 milhões, embarcação turca aposta em privacidade na proa e autonomia transoceânica para viagens de longo curso.
O estaleiro turco Sirena Marine apresentou no Monaco Yacht Show o Sirena 42M, modelo de 138 pés (42,2 metros de comprimento) que inaugura sua divisão de superiates. Avaliado em cerca de € 23,95 milhões pela corretora náutica internacional Northrop & Johnson — aproximadamente R$ 145 milhões —, o projeto chama atenção pela engenharia voltada à privacidade integral do proprietário, combinando casco de aço com superestrutura em alumínio.
Privacidade em dois andares e design italiano
Diferente das disposições convencionais de embarcações de grande porte, o Sirena 42M traz a suíte máster posicionada na proa do convés principal. O diferencial arquitetônico concebido pelo designer italiano Luca Vallebona é uma área aberta e integrada: portas de correr de vidro dão acesso direto a um terraço privativo de dois andares, instalado discretamente na proa, em espaço que costuma abrigar apenas estruturas técnicas de amarração.

Uma escada de madeira e metal conecta o pátio inferior a um lounge no convés superior. O projeto de interiores, assinado pelo estúdio milanês Hot Lab, emprega painéis de calcário italiano, marcenaria curva e assoalho em nogueira, com paleta neutra inspirada em elementos orgânicos. Acomodando até 11 passageiros em cinco cabines e espaço para nove tripulantes, o iate conta ainda com beach club com abas laterais rebatíveis, piscina de vidro integrada à popa e plataforma hidráulica de acesso ao mar.

Autonomia oceânica e a escala náutica em Alagoas
Equipado com dois motores MAN V-12 de 1.450 cavalos e arquitetura naval da holandesa Van Oossanen, o modelo alcança 16 nós de velocidade máxima e oferece autonomia estimada entre 4.000 e 4.600 milhas náuticas em velocidade de cruzeiro de 10 nós. Essa capacidade permite travessias transatlânticas completas sem necessidade de reabastecimento imediato.

Para proprietários que navegam pela costa de Alagoas, as dimensões e o calado de uma embarcação desse porte impõem rotinas operacionais bem distintas das lanchas de 30 a 40 pés habituais nos clubes locais, como o Iate Clube Pajuçara. O superiate não tem acesso viável aos canais rasos das lagoas Mundaú e Manguaba, exigindo fundeio offshore no oceano aberto ou apoio portuário de grande calado na enseada de Jaraguá e no Porto de Maceió.
As entregas do modelo estão programadas pela fabricante para começar no segundo semestre de 2026.


