Em Paris, café de Picasso e Sartre começou como ponto de monarquistas
O Café de Flore mantém o vermelho art déco desde a Segunda Guerra. Antes de Sartre e Beauvoir, recebia a Action française.
As banquetas e os detalhes vermelhos do Café de Flore, em Saint-Germain-des-Prés, em Paris, estão quase como eram depois da Segunda Guerra. A decoração é art déco e mudou pouco desde então.
A casa não nasceu como ponto de intelectuais, como muita gente imagina. No começo, as mesas serviam de encontro à Action française, movimento nacionalista e monarquista.

Do Picasso aos existencialistas
Com o tempo, o público virou outro. O pintor Picasso e o escritor Raymond Queneau estão entre os frequentadores. Também passaram por ali nomes ligados ao existencialismo e ao surrealismo: o filósofo Jean-Paul Sartre, a escritora Simone de Beauvoir, o escritor André Breton e o poeta Guillaume Apollinaire.

Os escritores e filósofos que davam o tom da casa foram substituídos por visitantes de passagem: hoje o Flore é parada de roteiro. O chocolate quente custa 7 € e a tarte tatin, 15 €.
Les Deux Magots, no mesmo bairro
No mesmo bairro, o Les Deux Magots funciona desde 1884. O café abre todos os dias, das 7h30 à 1h. Aos sábados, domingos e feriados, o brunch vai das 11h às 15h30.
Serviço
- Café de Flore: Saint-Germain-des-Prés, 75006 Paris.
- Les Deux Magots: 6 place Saint-Germain-des-Prés, 75006 Paris. Telefone +33 1 45 48 55 25. Site: lesdeuxmagots.fr.


